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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Distribuição da População Mundial



DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO MUNDIAL

Objetivo da aula:

- Identificar os diferentes aspectos e fatores que determinam a mobilidade da população e seus diferentes tipos. 
- Compreender assuntos relacionados à população, sua distribuição no globo e características regionais.
- Identificar os fatores históricos, físicos, econômicos e demográficos que influenciam na distribuição da população mundial e as características dessa mobilidade.

Olá meus amigos! Hoje falaremos a respeito da distribuição da população mundial pelo globo, assunto que costumeiramente e cobrado nos vestibulares. Iniciaremos nossa aula com a seguinte observação. Vejamos o mapa abaixo. Observando o mapa percebe-se que a distribuição da população Mundial se dar de forma desigual, sendo que existem áreas bastante povoadas (altas densidades demográficas) áreas quase desabitadas (baixa densidade demográfica).

NOÇÕES PRELIMINARES:

Observem o mapa abaixo:


O que podemos observar no mapa em relação a distribuição da população mundial por continente, por exemplo?

Na analise da distribuição da população no globo, nos continente, notamos que:
- A Ásia é o continente mais populoso, com quase 60% do total mundial, mas a sua população é mal distribuída;
- A Ásia é, também, o continente mais povoado, com quase 80 hab/km²;
- A Oceania é o continente menos populoso e menos povoado;
- A Antártida e o continente não habitado (despovoado).

Agora por quê existem áreas com Alta e Baixas densidade demográfica:

Alguns trechos da superfície terrestre apresentam grande concentração de habitantes por km2, como regiões próximas ao litoral.
Exemplificando: um exemplo de espaço geográfico com grande concentração populacional é o sul e sudeste asiático. Lá vivem mais de 2 bilhões de habitantes com uma concentração de mais de 1000 hab./km2.

E em alguns trechos da superfície terrestre que apresenta, pequenas concentrações populacionais, são regiões quase desabitadas.
Exemplificando:  como exemplo podemos citar  Regiões polares (desertos frios) e os Regiões desérticas (desertos quentes). Nessas regiões a concentração é INFERIOR a 1 hab./km2. São verdadeiros vazios demográficos.

OBSERVAÇÃO: Existem alguns fatores de ordem natural e humanos que julgamos influenciar na ocupação do espaço geográfico mundial pelas populações humanas ao longo da história da humanidade.
 
A concentração populacional ou vazios demográficos (áreas quase desabitadas) podem ser explicadas por vários motivos e estes estão organizados segundo duas categorias de fatores: naturais: podem ser: favoráveis e desfavoráveis e os de ordem histórico socioeconômicos. Vejamos:
a) Naturais

a.1) Favoráveis:
- Existência de água permanente;
- Proximidade do litoral
- solos férteis;
- clima propício a agropecuária.  

a.2) Desfavoráveis:
- Clima muito quente ou muito frio (deserto quente ou deserto frio)
- Vegetação nativa, não modificada pela ação humana.
- região montanhosa e muito acidentada.

b) Fatores histórico e econômicos: estes estão muito ligados aos fatores naturais favoráveis.
Decerto que o crescimento da população e a ocupação ou não de uma determinada área estão relacionados de uma forma direta ou indireta à capacidade produtiva que um agrupamento humano tenha alcançado. A E essa capacidade produtora se junta os fatores de ordem social e política que também exercem importante influência. Como os fatores citados são bastante diferente em cada região do globo, a evolução demográfica também se faz de modo diferente. Vejamos o caso do Brasil.

EXEMPLIFICANDO
:
DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

O Brasil, a exemplo de vários países no mundo, apresenta uma má distribuição populacional, apresentando áreas concentradas e vazios demográficos demonstrando a irregular distribuição. Desta forma, o Brasil se caracteriza como um país populoso, mas não plenamente povoado. Esse fato se dá por vários fatores como, vejamos:

- Formação Histórica
: o Brasil sempre buscou desenvolver e ocupar a região litorânea, devido a maior facilidade de integração econômica.
-Fator Econômico: falta de empenho no desenvolvimento de áreas pouco assistidas no país, o que determina os vazios demográficos.

OCUPAÇÃO ESPACIAL:
Observe o mapa do Brasil que se segue:

Você já parou para pensar no por quê dessa distribuição da população brasileira ser tão irregular no território brasileiro?

No mapa observe-se que:

- O Sudeste é a região mais populosa e povoada, já o Centro-Oeste é menos populoso, enquanto o norte ou a Amazônia é a região menos povoada.
-No geral, as grandes concentrações de população estão localizadas nas proximidades do litoral, numa faixa com cerca de 300 km com densidade superior a 100 hab./km2.
-Já faixa que abrange o Maranhão, Pará e Mato Grosso do Sul possui uma Densidade Populacional regular de no máximo 10 hab./km2.
-E nas áreas que correspondentes ao Amazonas e Roraima possuem densidades que não ultrapassam os 2 hab./km2.

Podemos concluir que:

Áreas Densamente Ocupadas:
- Região sudeste: região mais densamente povoada do Brasil, destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais;
- Região Nordeste: zona da Mata (litoral).
- Região Sul: as capitais e cidades litorâneas.

Vazios Demográficos:
- Polígono da seca.
- Pantanal Mato Grossense.
- Região Amazônica (destaca-se o Norte e a parte ocidental).

Distribuição da população Brasileira

Com vimos no início da aula o Brasil é um país populoso, mas também é um país pouco povoado. Mas por que isso ocorre? No início da aula foi falado que quando um país, por exemplo, tem uma área territorial muito grande, a sua concentração de habitantes vai ser quase sempre pequena. Podemos pegar o Brasil como exemplo disso. Ele tem uma população absoluta, que é a 5ª maior do globo e possui uma área territorial que é também a 5ª maior do globo, quando distribuímos sua população pelo seu território observamos que a sua população relativa é muito abaixo da média da população relativa mundial e de outros países como China e a Índia, o que torna o Brasil um país pouco povoado. 

Fonte: http://geografalando.blogspot.com.br/2013/02/distribuicao-da-populacao-mundial.html. Acesso: 04/09/2017

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Êxodo Rural e Desigualdade Social

Êxodo Rural e Desigualdade Social

Êxodo Rural

Fonte:. Acesso: 30/08/2017

O Êxodo Rural pode ser definido como sendo o movimento migratório das populações que vivem no campo para outras regiões. De fato, este fenômeno pode ser de caráter migratório, limitando-se as fronteiras de um país, ou pode estender para além delas (emigração).
Sem espanto, a palavra “Êxodo” vem do grego e significa saída, partida ou caminho, e se refere sempre ao movimento de um grande número de pessoas durante certo período. Por conseguinte, estas populações podem se dirigir a outras áreas rurais, todavia, o destino mais comum delas são os centros urbanos.
Por fim, vale lembrar que este fenômeno sempre existiu, mas se intensificou após a Revolução Industrial do século XVIII, quando as cidades europeias passaram a receber cada vez mais camponeses. Por sua vez, nos países subdesenvolvidos, onde o processo de industrialização é mais recente e acelerado, o fenômeno do êxodo rural acaba sendo mais acentuado.

Principais Características

Muitas causas podem motivar o êxodo rural. A primeira delas está relacionada ao mito de que nas cidades existem melhores condições de vida que no campo, especialmente porque haveria uma oferta de empregos muito maior.
Todavia, este pensamento cai por terra quando nos lembramos que a qualidade de vida urbana é uma condição relativa e que a oferta de empregos é para uma mão de obra cada vez mais qualificada.
Não obstante, qualquer condição que gere fome, doenças, conflitos, ou simplesmente a ocorrência de desastres naturais, como secas e enchentes, pode expulsar uma grande quantidade de pessoas do campo de repente.
Contudo, a ação dos grandes latifundiários, principais responsáveis pela concentração fundiária e mecanização da produção rural tem contribuído de forma continua para o êxodo rural.
Esta situação se agrava ainda mais pela falta de políticas públicas para o desenvolvimento, tanto do meio rural, quanto do meio urbano, ou seja: a falta de infraestrutura, como estradas para escoar a produção ou escolas, hospitais, delegacias e outras instituições de utilidade pública nas áreas rurais, provoca o abandono do campo, o que conduz, invariavelmente, a perda da capacidade produtiva agrícola.
Por outro lado, as populações “retirantes” que chegam nas cidades, geralmente são hostilizadas e se deparam com o desemprego ou subemprego, o que as leva a habitar os bairros de periferia, superpovoado esses bairros e agravando ainda mais os problemas ali existentes.
Como resultado imediato disso, temos o inchaço urbano e todos os problemas que decorrem disso, especialmente o aumento da violência e o crescimento do número de favelas e cortiços.

Êxodo Rural no Brasil

No Brasil, o êxodo rural teve início com a produção de açúcar, que deslocava as populações entre os engenhos e regiões mais produtivas; mais adiante, a mineração irá atrair muitos camponeses para a região das minas durante o século XVIII.
Por conseguinte, no século XIX, com o ciclo do café, os agricultores se deslocaram para a região sul e sudeste e, no final deste século e início do XIX, o fluxo se de camponeses se voltou para a Amazônia da borracha.
Contudo, a partir de 1930, a industrialização brasileira tem início com vigor e as cidades passam a crescer cada vez mais, atraindo moradores do campo ao seu redor. Este processo se acelerou na década de 1950 e vem estabilizando nos dias atuais, uma vez que este processo se estabilizará ao atingir o percentual de cerca de 90% da população brasileira vivendo nas cidades.


Desigualdade Social no Brasil
 Fonte:. Acesso: 30/08/2017

A Desigualdade Social no Brasil é um problema que afeta grande parte da população brasileira, embora nos últimos anos ela tem diminuído.
As regiões mais afetadas pelos problemas sociais são o Norte e o Nordeste do país, os quais apresentam os piores IDH's (Índice de Desenvolvimenbto Humano) do Brasil.
Resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-2011) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apontam a diminuição da pobreza e, consequentemente, da desigualdade social.
Assim, nos últimos anos 28 milhões de brasileiros saíram da pobreza absoluta e 36 milhões entraram na classe média.
Entretanto, estima-se que 16 milhões de pessoas ainda permanecem na pobreza extrema.
Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as transferências do Programa Bolsa Família são responsáveis por 13% da redução da desigualdade no país.

Causas e Consequências

Embora o Brasil esteja entre os dez países com o PIB mais alto, é o oitavo país com o maior índice de desigualdade social e econômica do mundo.
Segundo relatório de ONU (2010) as principais causas da desigualdade social são:
  • Falta de acesso à educação de qualidade;
  • Política fiscal injusta;
  • Baixos salários;
  • Dificuldade de acesso aos serviços básicos: saúde, transporte público e saneamento básico.
Decorrente, essencialmente, da má distribuição de renda, as consequências da desigualdade social no Brasil são observadas pela:


  • favelização;
  • pobreza;
  • miséria;
  • desemprego;
  • desnutrição;
  • marginalização;
  • violência.
Estudiosos propõem soluções para o problema, dentre eles: aliar democracia com eficiência econômica e justiça social.

Coeficiente de Gini

O Coeficiente de Gini foi desenvolvido pelo demógrafo, estatístico e sociólogo italiano Corrado Gini (1884-1965) no ano de 1912.
O Coeficiente ou Índice de Gini mede as desigualdades de uma sociedade, por exemplo, de renda, de riqueza e de educação.
No Brasil, em 2011, o índice de Gini na área social foi de 0,527, demonstrando o menor número desde 1960 (0,535). Na lógica do sistema de Gini, quanto mais próximo de zero, menor é a desigualdade.
No entanto, segundo o coeficente de Gini, a desigualdade social no Brasil teve um aumento considerável em 2017 decorrente da crise econômica.
Ou seja, em 22 anos ela cresceu pela primeira vez, sendo o desemprego um dos maiores responsáveis. Dados atuais afirmam que a taxa de desemprego está em 12,3%, o que afeta 12,6 milhões de pessoas.